terça-feira, 6 de maio de 2008

Rede de pescar na varanda

Estava miúdo
numa oração de musgo
calafetando olhar
nos pés do muro.

Assim conluio em doses
de lugar nenhum qualquer
e alguma tarde.

Desiscar uma rededes
sas bem atadas
na ceva da atoice
gasta ontens.

Como continuava armada
nem carece ser
só ficar de ardil
que a espera vem.

1 comentários:

sentimentos diversos disse...

sabio o poeta.
solitario de muitas almas assim vai o poeta plantando palavras colhendo palavras.

sabe poeta! doces sao os poemas que adoçam a alma.
que colhe lagrimas e flores da poesia.

junior-ferreira01@hotmail.com